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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quando a gente cresce

Yusuf Islam (Cat Stevens)
Quando a gente cresce, começa a pensar em tudo que vivemos: os momentos que sorrimos, que choramos, que faríamos diferente, que faríamos igual, mas sobretudo... as nossas mudanças. O que a gente escutava quando éramos mais jovens? O que a gente fazia quando alguém nos machucava?

São coisas que passam sempre pela minha cabeça doida. Mas eu estou mudando, às vezes sem querer, às vezes porque preciso. Comprei um fone de 170 reais pra escutar Beatles, Stones etc em alta qualidade, mas não tem me agradado ouvir rock, apenas as músicas mais acústicas, ou clássicas... pode até ser rock, mas que seja um rock menos punk e mais folk. Essa é uma das muitas mudanças que tenho "sofrido". 

É inevitável.

O que você ama hoje talvez não lhe agrade mais amanhã. A garota por quem fui apaixonado, talvez seja só mais uma no universo, amanhã. O importante é que, olhando pra frente ou pra trás,  possamos dar o melhor de nós mesmos, com medo ou sem medo, com alegria ou receio. Às vezes dá um frio na barriga quando penso que já tenho 25 anos. Queria um guia com quem eu pudesse conversar: alguém mais velho, um sábio, sei lá.

Outro dia li em algum lugar que aquele que tem 50 anos e pensa da mesma forma de quando tinha 20, perdeu 30 anos de sua vida. Engraçado é que eu me irrito comigo mesmo, de um dia pro outro. As mudanças ocorrem muito rapidamente, mas algumas coisas insistem em demorar. É aí que mora o perigo. É aí que tenho minhas recaídas, fico triste, pensando em morrer, em sumir... Mas sempre volto atrás. Não podemos nos deixar abater por conta de um egoísmo. E quando ouço a música Father and Son, de Cat Stevens, eu sinto que está tudo bem, que ainda tenho muito a aprender, e dá-me vontade de chorar e sorrir :)




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